Emptiness

Está vazio.
Eu olho em volta, e o espaço é vazio.
Deveria haver algo ali?
O ar é fresco, parece uma brisa
A janela aberta faz mover as cortinas.
Brancas, elas parecem o fantasma da solidão.
Sim, está vazio.
Nada, o que está dentro de mim parece um buraco.
Eu posso passar minha mão por dentro.
Deveria algo preencher o espaço oco?
As formas em volta tornam-se você sempre que as olho.
Se não as olho, sua face vem ao negro vazio quando fecho os olhos.
Há vazio onde quer que eu esteja,
Há você onde quer que veja,
Deveria algo completar as lacunas que eu deixo?
Existem pistas por todo lugar.
As letras dos textos em qualquer língua formam o seu nome.
Embaralham-se e desembaralham-se propositadamente.
Para formar o seu nome.
Mas continua tão vazio…
Deveria estar algo ali?
Está vazio.
Meu coração bate no peito, eu nem o sinto.
Meus olhos vertem lágrimas, eu não entendo.
Minhas mãos querem tocar algo, eu não sei o que é.
Está vazio.
Deveria algo, afinal, tomar o seu lugar?

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2 comentários em “Emptiness

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